Sejam muito bem vindos. Esta é a minha primeira postagem no meu Blog. É um projeto novo que surgiu de repente, talvez resultado de um amadurecimento subconsciente. Sempre que publicava uma foto nova no Instagram (principal plataforma onde divulgo o meu trabalho) gostava de escrever a história por trás daquela foto ou algumas reflexões. Assim, este novo projeto se mostra uma forma mais ampla para que eu possa escrever e expressar minhas idéias e pensamentos sobre o futuro de nosso Planeta, sobre meio ambiente, sobre sustentabilidade e, claro, sobre fotografia.
Aqui, também pretendo falar sobre as minhas saídas fotográficas, sobre as expedições, sobre o meu dia-a-dia, mesclando texto com fotos. Pretendo também fazer indicações de livros, séries e filmes sobre as áreas relacionadas ao meio ambiente e a arte.
E como tema de abertura do meu blog, vou contar como iniciou minha história com a fotografia.
Eu acredito que o momento chave que me direcionou para esta área foi em julho de 2016, quando fiz uma viagem com meu amigo Augusto Forneck (Guto) para o norte do Peru para surfar a onda de Chicama, famosa por ser considerada a onda mais longa do Planeta.

Na época, eu não tinha qualquer noção sobre fotografia. As minhas fotos, na época feitas pelo celular, eram tremendamente péssimas. Horizonte torto, ausência de composição, fotos “estouradas” (muita luz) ou escuras (pouca luz). Um desastre.
Mas o que houve de diferente nesta viagem? Aí que entra o meu amigo Guto. Apesar de ele não ser, na época, um fotógrafo profissional, sabia como fazer boas fotos. E mais: tinha um olhar apurado para aquilo que estava a sua frente. Ele percebia a beleza nas coisas. Muitas foram as ocasiões em que ele chamava a minha atenção: “Olha aquela montanha”, “olha aquela bando de pássaros”, “olha aquela árvore no meio do nada”. Olha, olha olha…
A partir daí comecei a olhar e enxergar a beleza que havia naquilo tudo e que, muitas vezes, passava completamente despercebida por mim, como se não existisse. E quando comecei a ver a beleza naquilo que a Natureza proporcionava, tudo mudou, inclusive minhas fotos de celular.

Esta viagem para o Peru foi determinante para eu me apaixonar pela arte da fotografia. Ficava encantado em poder registrar as paisagens por onde passava. Comecei a me apaixonar não só pela fotografia, mas também em estar em contato com a Natureza. Sentir o calor do sol, o vento no rosto, o ar fresco da manhã. Tudo isto me enchia de vida e de alegria. Tive certeza então que ali era o meu lugar: na Natureza.
Em 2017, um ano após a ida ao Peru, novamente eu e o Guto planejamos uma nova viagem. Eu recém havia adquirido minha tão sonhada Kombi, que estava equipada com cama, fogão, geladeira e tudo o que era preciso para viver dentro dela. Decidimos rumar para o Uruguai.

Foram 10 dias viajando pelo litoral do Uruguai para surfar e fotografar. O fato de estarmos na Kombi nos possibilitou um contato maior com a Natureza, pois sempre escolhíamos lugares isolados de tudo para passar a noite. Ficar em frente ao fogo, ver as estrelas e a Lua, acordar com o canto dos pássaros, o barulho do vento, a chuva caindo. Viver estas coisas mudou a minha vida. Parece que eu me conectei com algo maior dentro de mim, pois sabia então que queria aquilo para a minha vida: estar em contato com os fenômenos naturais.

Voltei da viagem com a certeza de que queria comprar uma câmera para fotografar as belezas Natureza. Queria levar para as pessoas tudo aquilo que agora estava conseguindo ver.
Eu acredito que estes momentos foram decisivos para o início de minha carreira como fotógrafo e sou só gratidão ao Guto pela nossa amizade e por ter me proporcionado isto.
Sobre o Guto, atualmente ele vive na Gold Coast-Austrália, surfando uma das melhores ondas do Planeta e, dentre várias atividades, é fotógrafo e filmaker, registrando o surf e as belezas naturais de lá. Através deste link (@frothingshots),você pode conferir o trabalho dele por lá.






