#5 – Por que o blog parou…

#5 – Por que o blog parou…

Olá amigos. Sejam bem vindos mais uma vez ao meu Blog. Aliás, fazia tempo que não escrevia nada por aqui. E a razão é algo, ou melhor, alguém muito especial.

Em 01/03/2023 veio ao mundo o meu filho, Sebastião. Então desde o seu nascimento, eu e minha esposa Andréia, estamos nos dedicando intensamente para cuidá-lo e amá-lo, o que nos obrigou, evidentemente, a estacionar temporariamente alguns de nossos projetos.

 

Viver a paternidade vem sendo uma experiência maravilhosa, sobretudo por vivenciar intensamente algo que se vê muito na natureza: o instinto. Só para dar um exemplo, algo que me deixou impressionado foi ver como o Sebastião, ao recém nascer, já sabia onde procurar o seu alimento, fazendo força para chegar ao seio materno.

Com certeza têm sido dias de muito aprendizado. Olhar para um bebê e perceber que ele precisa somente de alimento e calor para estar bem, me faz pensar por qual razão nós, conforme vamos crescendo, criamos tantas necessidades para “sermos felizes”. Acredito que este incessante  desejo por coisas nos torna pessoas insatisfeitas e infelizes, pois direciona nosso pensamento para aquilo que não temos, ao invés de valorizarmos e agradecermos por aquilo que já desfrutamos.

 

Outra coisa que venho percebendo ao observar o desenvolvimento do meu filho Sebastião é como ele se impressiona pelos fenômenos naturais. Ele fica encantado com o vento batendo no rosto, com o barulho de água correndo, com o balançar das plantas com o vento, etc… 

Sebastião hipnotizado pela árvore

Parece que esta relação com a natureza é algo ancestral que carrega dentro de si, como se fosse uma herança genética de milhares de anos que nós seres humanos desenvolvemos. Então fico me perguntando se, de modo geral, não nos afastamos demais do contato com a natureza? Se as grandes cidades não são na verdade grandes prisões? Se a tecnologia não está nos acorrentando às telas?

Diante de tantas pesquisas que mostram que as doenças mentais cada vez mais estão afetando as pessoas, acredito que o ser humano precisa dar alguns passos atrás em certos aspectos para voltar ter uma vida mais saudável e significativa. Precisamos voltar a ficar sentados ao redor do fogo, precisamos voltar a observar as estrelas, precisamos voltar a apreciar a beleza dos animais, precisamos voltar a plantar e colher e entender os ciclos naturais, precisamos nos alimentar melhor. Uma vida mais simples e mais abundante das verdadeiras riquezas.


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