#4 – “Lençóis” Garopabenses

#4 – “Lençóis” Garopabenses

Olá amigos! Sejam bem vindos mais uma vez ao meu Blog. Hoje estarei falando sobre um lugar encantador localizado na cidade de Garopaba: as Dunas do Siriú. Um lugar que guarda muitas surpresas a cada visita.

Se ao norte do país o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses é uma perfeita obra da Natureza, famosa, reconhecida e apreciada no mundo inteiro, aqui no Sul do país, há um lugar de beleza exuberante que, guardadas as devidas proporções, sempre encanta a todos que passam por aqui.

Esta comparação com os Lençóis Maranhenses começou quando descobriu-se que, após períodos de intensas chuvas, várias lagunas apareciam no meio das Dunas do Siriú, a exemplo do que ocorre com o famoso parque no Norte do país.

Suas piscinas naturais. Dunas do Siriú, Garopaba, 2021.

Com extensão de 2,4 quilômetros e dunas que atingem até 30 metros de altura, o local guarda verdadeiras belezas a cada descer e subir de dunas. E mais, você pode ir todos os dias lá e sempre verá algo de novo, de diferente. O vento que por ali corre solto, faz a areia dançar e se mover, criando texturas que formam belas obras de arte abstratas.

Texturas formadas pelo vento. Dunas do Siriú, Garopaba, 2023.
Texturas formadas pelo vento. Dunas do Siriú, Garopaba, 2023.
Belos desenhos. Dunas do Siriú, Garopaba, 2023.

Quando o Sol está alto, as areias brancas refletem a luminosidade e o calor. Tudo fica mais quieto, com exceção do vento que assobia quando encontra as curvas suaves das dunas. 

Ao encontrar as pequena lagunas escondidas entre as dunas, com suas águas translúcidas, você é transportado para um oásis, um refúgio. Longe de qualquer agitação, seja da cidade, seja do vento Ali a tranquilidade proporcionada pela calmaria de suas águas somente é interrompida pelo vôo de alguma libélula que procura algum capim para pousar.

Suas piscinas naturais. Dunas do Siriú, Garopaba, 2021.

Nos dias nublados não pense que a monotonia irá aparecer. Diante da folga do calor do sol, parece que as aves ficam mais a vontade em estar por ali e desfrutar da paz que o lugar proporciona. A coruja-buraqueira vive por ali e faz seus ninhos, por óbvio, em algum buraco qualquer na areia. O Suiriri já prefere os pequenos núcleos de mata que se encontram entre as dunas e a praia. Os Piru-pirus sempre encontram algum lugar escondido de qualquer predador para colocar seus ovos e garantir a próxima geração. E a pequena Garça aproveita as lagunas para se refrescar. Assim vai correndo o tempo calmamente nas Dunas.

Garça-branca (Egretta thula) se refrescando em alguma laguna. Garopaba, 2022.
Piru-piru (Haematopus palliatus). 2022
Suiriri-cavaleiro (Machetornis rixosa), 2022.
Coruja-buraqueira (Athene cunicularia)

Mas quando o dia vai se despedindo, um espetáculo de luzes começa a aparecer. Fazendo contrastes de sombras, o amarelo e o laranja colorem as dunas. Os insetos começam a aquecer as cordas vocais para a sinfonia da noite. Os bandos de Tapicurus e Garças passam sobrevoando em direção à Lagoa das Capivaras. Um verdadeiro espetáculo proporcionado pela Natureza.

Final de tarde e suas cores. Dunas do Siriú, 2023.
Contrastes. Dunas do Siriú, 2023.
Vento soprando. Dunas do Siriú, 2023.

Ali, naquele momento de contemplação, penso porque atualmente o ser humano se afastou tanto do contato da Natureza. E o pior, quando o homem se aproxima da Natureza, normalmente essa interação vem acompanhada de degradação. Basta você perceber a quantidade de lixo que se encontra pelas praias, trilhas, cachoeiras…

A grande maioria das pessoas já não sabe apreciar uma praia se não for acompanhada de um ‘cooler’ carregado de bebida. E quando vão à cachoeira, não podem esquecer da sua caixinha do som para afastar a monotonia.

Para mim, estar em um ambiente natural proporciona incontáveis oportunidades para observar, contemplar e aprender. Fechar os olhos, escutar atento aos sons da Natureza; abrir os olhos, ver a borboleta colorida a voar, o vento movimentar; respirar fundo, sentir o cheiro do ar; tocar as plantas, a areia, a água, sentir a temperatura, a textura. São infinitas possibilidades… basta abrir os nossos sentidos para a Mãe Natureza e, como boa mãe que é, vai cuidar de você.


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