Olá amigos. Sejam bem vindos mais uma vez ao meu Blog. E hoje vou falar sobre algo que aconteceu durante minha última viagem, há um mês atrás (agosto/2023),no cerrado brasileiro, mais precisamente na Chapada dos Veadeiros e em Pirenópolis/GO.
Uma das aves que eu queria muito fotografar nesta viagem era a Arara-canindé (Ara ararauna) e suas cores vibrantes. Logo no primeiro dia da viagem pela manhã, na Chapada dos Veadeiros, observei várias delas voando ao longe, com sua vocalização típica. Me enchi de esperança de que seria fácil a tarefa de conseguir uma boa foto.
Os dias foram passando e, embora eu as visse e ouvisse sobrevoando, não havia observado nenhuma pousando em um lugar que possibilitasse fotografá-las. A medida que os dias iam passando, a minha confiança ia diminuindo.
Já nos últimos dias na Chapada dos Veadeiros, consegui um belo registro delas voando, passando bem acima de minha cabeça. Gostei desta foto em razão da simetria que elas passaram voando lado a lado.

Mas esta foto não era aquela que eu esperava e estava procurando. Continuava sempre de olhos e ouvidos bem atentos para conseguir fotografa-la. No último dia de meu roteiro na Chapada, enquanto estava me dirigindo de carro para o Jardim de Maytreia fotografar o pôr-do-sol, visualizamos uma bela e enorme Arara-canindé pousada sobre um galho. Mas não pude parar o carro, não havia acostamento e o movimento de carros estava intenso… Apesar de não conseguir fotografar, foi uma cena incrível e inesquecível, ver a sua silhueta com o sol caindo ao fundo. Foi uma foto que não ficou registrada na câmera, mas sim na minha memória.

Saímos da Chapada dos Veadeiros em direção a Pirenópolis/GO (paraíso das cachoeiras),onde as chances de encontrá-la seriam menores. Passou-se os dias por lá e nada, não as vi nem ouvi.
Resignado que voltaria para casa sem nenhuma imagem da Arara-canindé, arrumei as malas e peguei a estrada rumo a Brasília, onde pegaríamos o vôo de volta ao Sul. Durante o trajeto, era quase noite, com o sol recém baixado no horizonte, não pude acreditar quando vi ao lado da estrada uma bela Arara pousada sobre uma palmeira morta que estava quebrado no tronco.
Percorri mais uns 500 metros até encontrar um local seguro para parar o carro, saquei a câmera e a lente da mochila, montei o equipamento e saí correndo até onde estava a arara para tentar fotografá-la com o resquício de luz que ainda havia.
Chegando próximo, lá estava ela, ainda na mesma posição sobre o coqueiro. Fiz duas fotos daquele momento e fiquei mais um pouco a contemplando esta maravilha da Natureza, com suas cores cintilantes.


Já era quase noite e voltando para o carro, agradeci por conseguir, finalmente, fotografá-la. Fiquei refletindo sobre como é incrível fotografar a Natureza. Ela sempre está nos surpreendendo. Muitas vezes o fotógrafo tem de ir atrás da foto. Mas muitas vezes, somente precisa estar bem atento para tudo aquilo que está acontecendo ao seu redor.
